Links

6.12.08

Sabado 6 de dezembro

Bem como já é habitual lá nos encontrámos mais uma manhã de sábado para dar o nosso passeio. O que já não é habitual é ser eu a escrever as mensagens mas alguém tinha de fazer concorrência ao Ti Babi =P

O tempo deste sábado era de desconfiar, pois havia bastantes nuvens escuras no céu e o pessoal receava chuva, com sorte em todo o decorrer do percurso não chegou a chover.


Bem depois de isto tudo começamos a rolar mas não foi muito pois parámos logo a seguir no café “Recanto” o que já é uma paragem habitual. Depois do Prof. Paulo entre outros tomarem o seu cafezinho seguimos em direcção á ponte Medieval perto do Castelo passando por várias zonas como por exemplo o Ribeiro onde houve logo uma pequena “subinha” o que fez cansar alguns dos mais novos ainda menos preparados, passamos ainda pelo Zambujal, Aroal e de seguida Malhão onde apanhámos uma descida um pouco técnica até á ponte Medieval, ai houve tempo para descansar um pouco e alguns “betetistas” mais novos fazerem das suas asneiras. De seguida fomos pela vereda junto á ribeira com saída ao açude do castelo de Paderne onde depois fomos até á fonte de Paderne para deixarmos lá um dos nossos colega mais novo e que se tem que salientar que se portou muito bem em todo o percurso que realizou.

Depois de estarmos um bocado parados na fonte de Paderne, onde certas pessoas fizeram mais uma vez as suas asneiras a brincar com a água, subimos pela Barradinha, numa subida em que deu para fadigar muitos dos nossos colegas. A fim de a termos feito descemos um pouco até ao Vale Loulé onde seguimos por um caminho com saída á Tenoca onde deu para alguns gastarem as suas ultimas energias pois não havia uma grande inclinação do terreno mas a distância era um tanto ao quanto longa. Mais tarde lá na Tenoca foi sempre rolar a descer até á escola e estava o nosso passeio de Sábado feito.


Temos também de salientar que cada vez mais os mais novos têm um melhor andamento e já se consegue fazer passeios com um grau de dificuldade mais elevado.

Espero que tenham gostado do texto e que não tenha dado muitos erros.

Cumprimentos Ti Gil.

1.12.08

Rota dos Três Faróis

    No verão de 2008 organizei um evento que envolveu alunos e pais da minha escola. A ideia era simples, uma viagem de três em btt, que passaria pelos três faróis mais importantes do sudeste lusitano.
    O primeiro farol foi logo no início, ali perto da Zambujeira do Mar, no cabo Sardão. O seguinte foi o farol do cabo de S. Vicente, em Sagres, onde terminou a segunda etapa. O último farol foi o da Ponta da Piedade, em Lagos.
    No final dos três dias e cerca de duas centenas de quilómetros, eu estava cheio de histórias e peripécias vividas por todos. Isso contribui para o artigo que eu escrevi para a Bike Magazine nº 141, publicada em Dezembro desse ano. Ao clicar sobre a imagem seguinte podem ver e ler o artigo de então.
Rota dos Três Faróis

9.11.08

VII Congresso Ibérico “A Bicicleta e a Cidade”

Na semana passada, alguém ligou para o meu telemóvel, fazendo muitas perguntas sobre o nosso projecto "Tribo das Veredas". Entre as muitas histórias que contei, destaquei a "Viagem dos 3 Faróis", também conhecida por "Viagem dos 3 Dias". O senhor que estava do outro lado da linha telefónica gostou do que ouviu. Nessa sequência faz-me um convite para participar no VII Congresso Ibérico “A Bicicleta e a Cidade”. Eu reagi com espanto, sem saber muito bem o que dizer. Em 1.º lugar perguntei com quem estava a falar. Para meu espanto, o senhor era o presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores da Bicicleta (FPCUB) e o congresso iria decorrer nos dias 1 e 2 de Novembro, na Escola Básica 2/3 D. Dinis , em Quarteira, ou seja, mesmo aqui ao lado. A minha resposta não podia ser outra, só podia ser "sim". Como é lógico, logo perguntei se podia convidar os alunos. A que me respondeu: "Boa ideia!"
Depois de ter falado com alguns alunos na escola, ainda enviei um SMS de convite. A adesão não foi grande. Talvez por ser Domingo, logo pela manhã. Mas, mesmo assim compareceram no evento a Rafaela e o Carlos da nossa escola, e o Gil e o Rúben, que estão agora na Escola Secundária de Loulé.
No congresso estavam especialistas em mobilidade ciclável de Portugal e Espanha, que mostraram interesse e curiosidade nas nossas actividades. Gostaram muito da viagem que fizemos no início do Verão. Por outro lado também quiseram saber das possibilidades para criar percursos seguros, só para bicicletas, em que os alunos poderiam circular no sentido escola - casa e casa - escola.
Pela oportunidade proporcionada para divulgar as nossas actividades, penso que este evento foi mesmo um marco muito positivo e histórico na nossa existência.
Obrigado a todos.

Pelos Montes do Barrocal - relato da aventura

O dia nasceu com um lindo céu azul. O sol tinha uma luminosidade intensa, revelando as cores e tons da paisagem do Barrocal Algarvio. Apesar de toda esta beleza visual a temperatura não convidava a sair de casa.
O ar estava frio. Talvez por isso mesmo, foram poucos os "índios" da nossa tribo que compareceram para rolar por caminhos e veredas.
Ou talvez não! Pois, o desafio para este Sábado era um pouco diferente do normal. Sempre eram 65 km e com muita subida...
Pelas 9h 30m as rodas iniciaram a marcha, subindo pelas ruas de Boliqueime. Chegados ao largo da Igreja, optámos por uma calçada a subir até à Santa Casa da Misericódia. Voltámos a descer por uma pequena estrada até entrar num lindo caminho, ladeado por muros de pedra, conhecidos por "valados". Após o sítio dos Malhadais, dirigimos as "bikes" para o Castelo de Paderne. Numa deliciosa descida até à ponte medieval aconteceu o 1º problema. Resultando num atraso de 40 minutos (ou mais) devido a um teimoso cabo, de um desviador traseiro, que simplesmente partiu-se.
Com o problema remediado, lá iniciámos a marcha em direcção a...
...ao 2º problema! Alguém que furou, mas que não trazia nenhuma câmara de ar de reserva. Ainda bem, que existe sempre alguém com uma a mais, não é verdade?
Após este ponto, os índios entraram num bom ritmo, fluindo por veredas e caminhos. Umas vezes a subir (por ex. Almeijoafras), noutras a descer. Sempre numa pedalada alegre e em harmonia com a Natureza. Alguém contava o nº de subidas e de descidas. Curiosamente, o nº de subidas era muito superior ao das descidas.
O caminho depois rumou para os lados da Ribeira de Algibre, onde encontramos uma espetacular vereda, envolta num túnel verde, feito pela vegetação abundante desta zona.
Numa determinada bifurcação, alguém perguntou: "Para que lado vamos? Não vamos para a direita pois não?" Infelizmente a resposta certa era essa mesma. Pela direita surgiu uma longa e inclinada subida. O piso tinha tanta pedra solta, que pareciam ovos de avetruz espalhados. A marcha foi lenta. Os mais cautelosos foram à mão, tentando poupar o motor. Outros tentaram esticar o motor até ao cimo. No final da subida alguém dizia: "Ai, Ai, as minhas pernas! Não as consigo esticar!"
Nesse momento, surgiram as primeiras ideias de optar por uma variante mais curta. Que depressa desapareceram com uma rápida descida até à Igreja da Senhora da Boa Hora.
Mas, nova subida fez lembrar que as cãimbras andavam por aí. Então, foi decidido por todos que no Alto da Picota mudava-se de rumo, em direcção à escola. Até aí, foram cerca de 30 km, com 800 m de altimetria acumulada, num constante sobe e desce. No relatório constam cerca de 28 subidas, contra as 11 descidas. Interessante, não acham?

Bem, agora vamos ter que fazer um dia destes a 2ª parte, não é verdade?

Quem alinha?